06 maio 2016


Lidos em 2016

A Batalha do Apocalipse - Eduardo Spohr

A Insustentável Leveza do Ser -  Milan Kundera

O Cemitério -  Stephen King

Mal Entendido em Moscou - Simone Beauvouir

Caixa de Pássaros - Josh Malerman

Antes de Dormir - S.J. WATSON

Estrela da Manhã - André Vianco

1984 - George Orwell

Admirável Mundo Novo - Aldous Huxley





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Tudo sobre minha mãe, do diretor Pedro Almodovar

Esteban um menino de 17 anos esta escrevendo uma história intitulada "Tudo sobre minha mãe" que se chama Manuela. 
O rapaz que fora criado somente por Manuela em seu aniversário pede a mãe para desvendar a história sobre o pai, mas um acidente com Esteban impede que Manuela conte ao filho sobre o pai, Manuela então decide-se ir atrás do Pai de Esteban como uma divida que havia com o filho. 
O mais interessante no filme foi o olhar de Almodovar sobre as alegrias e tristezas da maternidade é um filme humano acima de tudo.. uma obra de arte a ser apreciada.

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Caixa de Pássaros, Josh Malerman

"EM UM MUNDO DE RECURSOS ESCASSOS, OLHOS VENDADOS E UM TERROR PERSISTENTE, ENCARAR OS PRÓPRIOS MEDOS É APENAS O INÍCIO DA VIAGEM"


Caixa de Pássaros é um Thriller psicológico, que conta a trajetória de Malorie em um mundo pós apocalíptico em que não se pode abrir os olhos, sob a ameça de que se as pessoas o fizerem correm o risco de enlouquecerem e praticar crimes inacreditáveis.
Malorie tem a missão de cuidar de duas crianças nesse novo mundo, que ela os chama de "menino" e "menina" são seus filhos que nunca viram nada além da casa, as janelas e portas são vedadas e ninguém pode olhar para fora, o interessante é que já que as crianças não podem ver, ela os treina para ouvir, pois o ouvir nessa era é que faz toda a diferença.
A estória é instigante e daquele tipo que você começa a ler e não quer mais parar...

Mostra o poder de adaptação do ser humano ao ter que viver com um sentido a menos, que no caso é a visão. E também o comportamento diante de situações desconhecidas como o medo e a incerteza.
Malorie baseada em mensagens que ouvia pelo rádio resolve sair com seus dois filhos em busca de uma nova vida além da casa onde vivem e se arrisca a atravessar um rio e correr riscos de morte com os olhos vendados.
Se você gosta de mistério e suspense psicológico, eis a aqui a dica. 
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Afinal, gosto se discute? Por Gerson Luis Tromebetta

Um dos ditos mais recorrentes é que "questões de gosto não se discutem" ou, numa versão mais ampliada, "gostos, cores e amores não se discutem". Usamos tais expressões para justificar escolhas, evitar alguma polêmica cansativa ou, simplesmente, abreviar uma discussão que se anunciava estéril. A convicção de que gosto não obedece às regras da discussão e da busca de acordo se ampara na suposição de que o gosto é único, totalmente privado e cujo exercício é guiado por algo muito próprio do sujeito, distante de qualquer racionalização, numa instância em que ninguém "de fora" estaria autorizado  a intervir. Mas será que é bem assim? Vamos dar uma olhada mais cuidadosa. Em primeiro lugar, considerar o gosto como à prova de questionamento contradiz um outro tipo de prática cotidiana: a de diagnosticar o que é de bom ou mau gosto. Tomemos o caso das músicas de sucesso. Todas elas obedecem, mais ou menos, a um padrão já consolidado e bem conhecido: tempo de duração determinado, melodia simples e repetitiva e letra fácil de memorizar, abordando temas com os quais os individuos podem se identificar sem esforço. Gostar de uma música tem a ver mais com o reconhecimento desse padrão familiar do que propriamente com alguma qualidade objetiva da música. Isso significa que podemos alterar o gosto na medida em que nos habituamos com padrões diferentes. O que é preciso esclarecer é o que no gosto é discutível e modificável e o que, de fato, pertence ao terreno privado. O gosto é, acima de tudo uma capacidade de julgar: quanto mais aprimoramos o conhecimento sobre um determinado assunto mais nosso julgamento se torna criterioso e fundamentado. Ampliar o conhecimento enriquece a capacidade de reconhecer padrões e, por decorrência, de experimentar novos "gostos". Se isso é verdade, o gosto não é algo sobre o qual não se deve discutir ou algo sobre o qual discutir não leva a nada. É, sim, algo que pode ser educado e transformado.
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