06 dezembro 2017




Tire o seu preconceito da frente porque eu vou passar!

Sempre acreditei que bonita mesmo eram as mulheres que eu via nas capas das revistas ou as mulheres que eu via pela televisão, sempre magras, de salto alto, cabelo loiro, olhos claros e sorriso impecável. E eu cresci a menina gorda e sem graça que nunca por mais que quisesse conseguiria alcançar o tão sonhado padrão de beleza. Mas cá estou eu com as minhas gordurinhas, com meu rosto redondo e pele morena. 

Eu decidi me amar e me enxergar da forma como Cristo me enxerga como uma linda mulher perfeita do jeito que é, somos lindas e perfeitas aos olhos do nosso pai Celestial. Não mais brigo comigo mesma para ser aceita porque se sou aceita pelo Deus todo Poderoso quem é que pode me impedir de viver.

Eu escrevo a todas as mulheres e faço um convite hoje a você se olhar no espelho e acariciar o seu rosto e a elogiar a si própria. Você não é um acidente e nem uma coincidência e sim o reflexo do amor de Deus. 

Não acredite no que a mídia diz, pois Jesus nunca se encaixou no que foi estabelecido pela sociedade da época e então porque devemos nos encaixar?



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06 maio 2016


Afinal, gosto se discute? Por Gerson Luis Tromebetta

Um dos ditos mais recorrentes é que "questões de gosto não se discutem" ou, numa versão mais ampliada, "gostos, cores e amores não se discutem". Usamos tais expressões para justificar escolhas, evitar alguma polêmica cansativa ou, simplesmente, abreviar uma discussão que se anunciava estéril. A convicção de que gosto não obedece às regras da discussão e da busca de acordo se ampara na suposição de que o gosto é único, totalmente privado e cujo exercício é guiado por algo muito próprio do sujeito, distante de qualquer racionalização, numa instância em que ninguém "de fora" estaria autorizado  a intervir. Mas será que é bem assim? Vamos dar uma olhada mais cuidadosa. Em primeiro lugar, considerar o gosto como à prova de questionamento contradiz um outro tipo de prática cotidiana: a de diagnosticar o que é de bom ou mau gosto. Tomemos o caso das músicas de sucesso. Todas elas obedecem, mais ou menos, a um padrão já consolidado e bem conhecido: tempo de duração determinado, melodia simples e repetitiva e letra fácil de memorizar, abordando temas com os quais os individuos podem se identificar sem esforço. Gostar de uma música tem a ver mais com o reconhecimento desse padrão familiar do que propriamente com alguma qualidade objetiva da música. Isso significa que podemos alterar o gosto na medida em que nos habituamos com padrões diferentes. O que é preciso esclarecer é o que no gosto é discutível e modificável e o que, de fato, pertence ao terreno privado. O gosto é, acima de tudo uma capacidade de julgar: quanto mais aprimoramos o conhecimento sobre um determinado assunto mais nosso julgamento se torna criterioso e fundamentado. Ampliar o conhecimento enriquece a capacidade de reconhecer padrões e, por decorrência, de experimentar novos "gostos". Se isso é verdade, o gosto não é algo sobre o qual não se deve discutir ou algo sobre o qual discutir não leva a nada. É, sim, algo que pode ser educado e transformado.
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